Obesidade
Obesógenos: uma teoria unificadora para o aumento global da obesidade

A epidemia de obesidade continua a aumentar apesar de vários tratamentos e esforços de prevenção. A complexidade das causas da obesidade é destacada por discussões científicas recentes e relatórios que indicam uma falta de consenso sobre suas causas raiz.
Pesquisadores publicaram recentemente um artigo discutindo quatro modelos de obesidade. Os dois primeiros são amplamente reconhecidos, enquanto os dois últimos são menos conhecidos:
- O Energy Balance Model (EBM) propõe que a obesidade resulta de um desequilíbrio crônico entre ingestão e gasto de energia. Ele enfatiza o papel do cérebro na regulação do peso corporal e destaca o impacto de alimentos ultraprocessados e hormônios gastrointestinais na ingestão de alimentos.
- O Modelo Carboidrato-Insulina (CIM) sugere que a alta ingestão de carboidratos refinados leva a níveis elevados de insulina, promovendo o armazenamento de gordura e reduzindo o gasto energético. Este modelo foca na qualidade das calorias em vez da quantidade.
- O Modelo de Redução-Oxidação (REDOX) enfatiza o papel do estresse oxidativo na obesidade. Espécies reativas de oxigênio (ROS) excessivas geradas pela sobrecarga de nutrientes podem levar ao armazenamento de gordura e disfunção metabólica.
- O Modelo Obesogênico (OBS) postula que a exposição a certos produtos químicos (obesogênicos) durante períodos críticos de desenvolvimento pode interromper a sinalização hormonal e o metabolismo, levando ao aumento da suscetibilidade à obesidade.
Os autores propõem combinar os modelos OBS e REDOX com os modelos EBM e CIM para uma abordagem mais abrangente. Eles acreditam que essa integração é necessária porque os obesogênicos e o estresse oxidativo criam sinais enganosos sobre o estado energético que afetam o metabolismo e levam à obesidade.
Entender a interação entre esses fatores pode potencialmente levar a estratégias de prevenção e tratamento mais eficazes. É importante ressaltar que reduzir a exposição a obesogênicos, especialmente durante períodos críticos de desenvolvimento, e adotar práticas alimentares mais saudáveis podem ajudar a mitigar o risco de obesidade.