Síndrome Metabólica Musculoesquelética, Neurologia
O fluxo de cetona através do BDH1 auxilia na remodelação metabólica dos músculos esqueléticos e cardíacos em resposta à alimentação intermitente com restrição de tempo

Jejum intermitente (IF) e alimentação com restrição de tempo (TRF) são regimes alimentares conhecidos por produzir resultados metabólicos favoráveis. Durante períodos de jejum, as cetonas são bem reconhecidas como um combustível essencial para o cérebro, enquanto seu papel no músculo esquelético e no coração tem sido menos explorado.
Este estudo investigou o metabolismo de cetonas musculares em camundongos durante um esquema TRF intermitente (iTRF) recentemente desenvolvido, consistindo em 4 dias de jejum de 18 horas (para estimular uma forte resposta cetogênica) seguidos por 3 dias de alimentação irrestrita (para permitir a recuperação).
As mitocôndrias nos músculos cardíacos e esqueléticos são altamente eficientes na oxidação de ácidos graxos (FAO) e contêm altas quantidades da enzima beta-hidroxibutirato desidrogenase 1 (BDH1). Este estudo usou camundongos com deficiência de BDH1 em seus músculos estriados para entender o papel da enzima.
Principais conclusões:
- Remodelação muscular e fluxo de cetona:Os benefícios do iTRF na remodelação muscular estavam intimamente ligados ao fluxo de cetonas via BDH1, particularmente no coração e no músculo esquelético oxidativo.
- Oxidação de gordura e tolerância ao exercício: Camundongos com deficiência de BDH1 apresentaram oxidação de gordura prejudicada e tolerância reduzida ao exercício durante o jejum, indicando que BDH1 é essencial para a função mitocondrial eficiente no músculo.
- Benefícios metabólicos do iTRF: O iTRF levou a uma remodelação muscular significativa, como aumento da massa magra e melhora da bioenergética mitocondrial, mas esses benefícios foram diminuídos em camundongos com deficiência de BDH1.
Conclusões
Essas descobertas fornecem novos insights sobre a importância das cetonas no metabolismo do músculo esquelético e cardíaco. Entender esses mecanismos aprofunda nosso conhecimento sobre como o jejum promove a remodelação muscular, aumenta a eficiência mitocondrial e otimiza a utilização de energia. Esses insights têm aplicações potenciais no desenvolvimento de estratégias terapêuticas para melhorar a saúde metabólica e a função muscular.