Thomas Weimbs, bioquímico da Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, não esperava que tais dietas funcionassem num estudo com ratos há vários anos. Mas aconteceu. Dar menos comida a ratos de laboratório cujos genomas foram manipulados para lhes causar doença renal policística (PKD) levou a uma grande melhoria na sua doença renal.
Posteriormente, a equipe de Weimbs identificou o mecanismo do efeito atordoante e descobriu que era o estado metabólico da cetose.
Colocar animais de laboratório em cetose usando dietas cetogênicas, jejum intermitente ou administração de beta-hidroxibutirato de cetona (BHB) produziram o mesmo efeito. O resultado foi tão nítido que os pesquisadores tiveram que verificar novamente os genótipos dos animais para ter certeza de que não cometeram nenhum erro. Mas aí estava: a cetose, uma resposta de jejum que também é a base das dietas populares, na verdade reduziu os cistos renais em animais.
“Nossas descobertas tiveram um impacto enorme”, diz Weimbs. “Eles causaram um grande impacto no campo.” Tão grande, na verdade, que muitos pacientes com DRC começaram a seguir dietas cetogênicas na tentativa de desacelerar ou até mesmo melhorar sua doença, que envolve cistos dolorosos e cheios de líquido nos rins e afeta milhões de pessoas em todo o mundo, prejudicando a função dos órgãos e muitas vezes necessitando de diálise nos estágios mais avançados da doença.
Clique AQUI para ler mais.