Uma das perguntas mais frequentes que ouço na minha prática médica é:
“Qual deve ser o nível de cetonas no meu organismo?”
Minha resposta é quase sempre a mesma: “Depende dos seus objetivos, sintomas e problemas de saúde.”
Para a maioria das pessoas, a cetose nutricional é altamente benéfica. Pesquisas — e minha própria experiência clínica — mostram consistentemente melhorias na saúde metabólica, energia e bem-estar geral quando os níveis de cetonas no sangue estão na faixa de 0.5–3.0 mmol/L.
No entanto, existem populações específicas que podem se beneficiar de um aumento ligeiramente maior nos níveis de cetonas. Nesses indivíduos, os níveis de cetonas no intervalo de 1.5 a 5.0 mmol/L podem proporcionar efeitos terapêuticos adicionais. Vejamos três grupos principais.
1. Indivíduos com problemas de saúde mental
O cérebro se beneficia muito das cetonas. Elas fornecem uma fonte de energia mais limpa e eficiente em comparação com a glicose e também melhoram a sensibilidade à insulina no cérebro. Isso é particularmente importante para pessoas que sofrem de condições como depressão, ansiedade ou declínio cognitivo, nas quais o metabolismo energético cerebral comprometido pode desempenhar um papel.
Como aumentar os níveis de cetonas:
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Limite a ingestão de carboidratos a menos de 20 gramas por dia
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Incorpore o jejum intermitente ou a alimentação com restrição de tempo.
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Combine com alimentos integrais e ricos em nutrientes para evitar deficiências nutricionais.
Ao fazer isso, os pacientes frequentemente notam melhorias no humor, na clareza mental e na função cerebral em geral.
2. Indivíduos com Doenças Inflamatórias Intestinais
Doenças como colite ulcerativa, doença de Crohn, síndrome do intestino irritável e diverticulite têm uma característica em comum: inflamação crônica.
As cetonas não são apenas um combustível — elas também são um dos agentes mais poderosos do corpo. moléculas de sinalização anti-inflamatóriasAo reduzir a inflamação intestinal e fornecer uma fonte constante de energia para as células intestinais, a cetose nutricional pode ajudar a aliviar os sintomas e promover a recuperação.
Na minha prática, muitos pacientes com problemas gastrointestinais relatam redução do inchaço, menos dor abdominal e hábitos intestinais mais regulares assim que os níveis de cetona sobem acima da faixa normal.
3. Indivíduos com condições autoimunes
Doenças autoimunes como esclerose múltipla (EM), tireoidite de Hashimoto, artrite reumatoide, psoríase e doença inflamatória intestinal também são impulsionadas pela inflamação crônica.
Como as cetonas ajudam a regular as vias inflamatórias, elas podem reduzir a resposta imune hiperativa que alimenta as crises autoimunes. Embora a cetose nutricional não seja uma cura, tenho visto pacientes experimentarem melhorias significativas na dor, fadiga e qualidade de vida ao manterem níveis mais elevados de cetonas.
O que significa, de fato, "superior"?
Para o população geral, uma variedade de 0.5–3.0 mmol/L geralmente é ideal.
Para os grupos acima, costumo recomendar uma meta de 1.5–5.0 mmol/L — mas com ressalvas importantes.
- Considerações sobre medicamentos: Alguns medicamentos, como os inibidores de SGLT2, podem aumentar o risco de cetoacidose e tornar níveis elevados de cetonas perigosos.
- Variabilidade individual: A idade, o nível de atividade, a genética e outras condições de saúde desempenham um papel importante.
- Supervisão médica: Sempre consulte um profissional de saúde qualificado antes de tentar aumentar os níveis de cetona.
O Takeaway
A cetose nutricional é uma ferramenta poderosa que beneficia a maioria das pessoas. Mas para aqueles que lidam com problemas de saúde mental, doenças inflamatórias intestinais ou condições autoimunesBuscar níveis de cetonas ligeiramente mais elevados pode trazer benefícios ainda maiores.
Se você se enquadra em uma dessas categorias, procure a orientação de um profissional médico com experiência em terapias cetogênicas. Com o apoio adequado, você pode adaptar a cetose às suas necessidades de saúde específicas de forma segura.
Este post do blog reflete a opinião e/ou experiência do autor. É fornecido apenas para fins informativos e não deve ser considerado um substituto para aconselhamento, diagnóstico ou tratamento médico profissional. Se você tiver alguma dúvida sobre uma condição de saúde ou preocupações relacionadas ao seu bem-estar, consulte sempre seu médico ou outro profissional de saúde qualificado.
Lindsay Venn, PA-C, RD, MHP