As cetonas são uma fonte de energia que seu cérebro e outros órgãos usam durante a cetose, onde a gordura é usada como seu principal combustível em vez da glicose. No entanto, pesquisas emergentes sugerem que as cetonas desempenham um papel muito maior do que apenas dar suporte ao metabolismo energético. Vamos explorar quatro funções adicionais das cetonas.

1. Melhorar a saúde do cérebro 

Uma das áreas mais empolgantes de pesquisa sobre cetonas (também conhecidas como corpos cetônicos) é seu potencial para dar suporte à saúde do cérebro. Estudos sugerem que as cetonas — particularmente o tipo mais abundante no corpo, o beta-hidroxibutirato (BHB) — podem melhorar a função cognitiva em pessoas com transtornos de saúde mental e condições metabólicas de saúde, como diabetes tipo 2. Evidências crescentes sugerem que o BHB pode dar suporte à saúde do cérebro aumentando os níveis do fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), uma proteína-chave envolvida no comportamento, memória e aprendizado. Devido ao seu impacto positivo no cérebro e no sistema nervoso, as dietas cetogênicas estão sendo cada vez mais usadas para controlar condições como epilepsia, doença de Alzheimer e transtornos de saúde mental. Na verdade, as dietas cetogênicas têm sido usadas para tratar epilepsia há mais de 100 anos e atualmente são consideradas o tratamento padrão para pacientes que não respondem aos medicamentos anticonvulsivantes ou não toleram seus efeitos colaterais.

Além disso, as cetonas fornecem precursores como o carbono, que são necessários para sintetizar o colesterol e os ácidos graxos, que são necessários para as membranas de conexões nervosas em desenvolvimento. Como o cérebro não absorve esses lipídios diretamente do sangue, ele depende de cetonas – derivadas de gorduras consumidas ou armazenadas – como sua fonte de carbono preferida para a produção de lipídios. O colesterol é essencial para o desenvolvimento e a função do cérebro, desempenhando um papel vital em processos como o crescimento do axônio e do dendrito do neurônio e a formação de sinapses. Como a barreira hematoencefálica bloqueia a entrada do colesterol no sistema nervoso central, o cérebro produz seu próprio suprimento.

2. Reduzir a inflamação e Estresse Oxidativo

A inflamação crônica é a causa raiz de muitas condições crônicas, incluindo doenças cardíacas, diabetes, doenças autoimunes e distúrbios neurodegenerativos.  Foi demonstrado que o BHB bloqueia uma via inflamatória chamada inflamossomo NLRP3, que está envolvida na produção de proteínas que desencadeiam a inflamação e controlam a resposta imune. Alguns estudos em animais e humanos sugerem que, ao suprimir essa via, o BHB pode ajudar a reduzir a inflamação sistêmica e melhorar condições como artrite, doença cardiovascular, obesidade e doença de Alzheimer. Outro fator que contribui para a doença crônica é o estresse oxidativo, que ocorre quando quantidades excessivas de moléculas chamadas espécies reativas de oxigênio (ROS) se acumulam no corpo e sobrecarregam sua capacidade de neutralizá-las. Em vários animais e in vitro estudos, o BHB demonstrou reduzir o estresse oxidativo.

3. Apoio à saúde mitocondrial

As mitocôndrias são pequenas estruturas dentro das células que são conhecidas como “usinas de energia” porque produzem energia para as células usarem. Elas também dão suporte a vários processos metabólicos, incluindo o armazenamento de cálcio, a produção de calor e a influência na autofagia, o processo de limpeza de porções de organelas velhas ou danificadas (componentes celulares) e a regeneração de novas. Pesquisas iniciais sugerem que o BHB pode melhorar a função mitocondrial de várias maneiras, como produzir energia de forma mais eficiente sob condições de alto estresse, reduzindo os níveis de ROS, e promover a renovação das mitocôndrias através do desencadeamento da mitofagia (autofagia das mitocôndrias).

4. Regulando o apetite e a saciedade

As cetonas, bem conhecidas por fornecer uma fonte alternativa de energia quando os níveis de glicose estão baixos, também podem influenciar o apetite e a saciedade. Embora os mecanismos precisos não sejam conhecidos, pesquisas mostram que, à medida que os níveis de BHB aumentam, há menos aumento no hormônio da fome grelina e uma maior liberação de hormônios da saciedade, como colecistocinina (CCK), peptídeo semelhante ao glucagon-1 (GLP-1) e peptídeo YY. A combinação de melhor controle do apetite e maior saciedade, mesmo durante a perda de peso, pode tornar mais fácil seguir um estilo de vida cetogênico em comparação a uma dieta convencional com restrição calórica.

Principal Takeaway 

À medida que a pesquisa continua explorando as diversas funções das cetonas, as primeiras descobertas sugerem que elas podem ser uma ferramenta poderosa não apenas para otimizar o metabolismo energético, mas também para promover a saúde e o bem-estar geral.

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Referências

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